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Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Em um dia no qual o pop radiofônico ditou o que seria
tendência no Palco Mundo, o encerramento de Beyoncé do primeiro dia do
Rock in Rio 2013, nas primeiras horas deste sábado (14), resumiu bem os
itens básicos que resultam em um artista de sucesso das massas. Cabelos
esvoaçantes - ventiladores em força total durante todo o show -,
incontáveis trocas de figurinos, dançarinos e bailarinas em
sincronia, uma performance sensual sobre um piano de cauda e juras com
mais juras de amor ao público local - com direito ao funk Passinho do
Volante, de MC Federados e os Leleques. Prestando a atenção a todos os
itens anteriores, já era esperado que a música em si não fosse o centro
das atenções, mas, sim, a trilha sonora de um espetáculo.
Ao longo de sua carreira solo, Beyoncé Knowles lançou quatro álbuns de estúdio, que resultaram em uma longa fila de sucessos: Crazy in Love, Baby Boy, Single Ladies e Halo - esta última introduzida com o verso de I Will Always Love You,
de Whitney Houstoun -, são algumas das músicas que empolgaram os fãs da
cantora na noite de abertura da quinta edição do Rock in Rio.
No entanto, o ritmo do show é arrastado ao seguir a
regra da cartilha de pop com trocas de figurinos, coreografias, colunas
de fumaça, olhares perplexos ao público e algumas palavras na língua
local. O resultado é um show cronometrado e plástico, onde não há espaço
para improvisos.
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